quarta-feira, 30 de novembro de 2016

[Entrevista] Autor Amílcar Monteiro em entrevista com Madalena Condado [Literatura]


Texto e Fotos: Madalena Condado com Nova Gazeta & Diário do Distrito | Direitos Reservados

No passado dia 11 de novembro, estive à conversa com o escritor Amílcar Monteiro na FNAC do Colombo. Tinha curiosidade em conhecer este novo autor do panorama nacional humorístico, felizmente acedeu encontrar-se comigo e só posso dizer que foi uma tarde muito bem passada. Quis saber o que o motiva para escrever, mas principalmente queria que me falasse em primeira mão de projetos futuros.

Contou-me que é filho único, que aos seis anos tirou o seu primeiro curso de escrita, leitor fervoroso de tudo desde as embalagens do leite até aos grandes clássicos literários, licenciado em Psicologia, terminada a universidade começou a frequentar cursos que o levariam à sua atual forma de escrita, inicialmente com o curso de escrita humorística de Ricardo Araújo Pereira e posteriormente das Produções Fictícias. 

Faz stand up comedy, é praticante de artes marciais possivelmente para se poder defender de uma piada menos conseguida. Contudo para ele o mais importante continua a ser a sua forma de se relacionar com o mundo, onde o humor tem que estar sempre presente. E apesar de exercer diariamente a sua profissão de neuropsicólogo clínico, consegue desde 2007 escrever regularmente no seu blog bem como em diversos sites.

Considera “Não se brinca com coisas sérias” o seu livro “zero”, a sua forma de aprendizagem após sete anos de escrita e revisão, onde junta os seus melhores contos humorísticos.

Porém o Aclamado Autor Amílcar Monteiro consegue fazê-lo com uma classe somente digna das grandes mentes deste século como o futuro próximo o confirmará. 
Foi-me ainda dito que contou com a ajuda de uma amiga na criação da capa, e a verdade é que não poderia ser outra.



Coloquei-lhe três questões.

Comecei por perguntar-lhe como se descreveria. 
Confessou-me que se considera um tipo normal que gosta de escrever, especialmente humor, e que sempre que o faz tenta que seja algo refrescante, que surpreenda o leitor.

Como classificaria a sua escrita. 
Disse-me que está demasiado envolvido na sua escrita para a conseguir descrever. Necessitaria de distância para fazê-lo. Que se limita a escrever da forma que lhe parece mais clara para conseguir passar as suas ideias aos leitores “ideia que, normalmente é um disparate”.
E para finalizar onde pensava estar daqui a um ano. 

Por essa altura gostaria de estar a publicar o seu segundo livro ou até mesmo com esse segundo livro já publicado.

Acredito que esse seu último desejo se concretize possivelmente antes desse ano passar e confesso que o gostava de ver em breve com um programa seu. E isso não é de todo impossível afinal bem sabemos que diariamente surgem novas promessas nas mais diversas áreas e Amílcar Monteiro tem tudo para ser uma dessas pessoas que nos contagia com o seu humor acutilante e nos faz rir. 

Aconselho que leiam o seu livro e que sintam em primeira mão como ele vos conseguirá surpreender.
Só me resta agradecer-te Amílcar pela fantástica conversa e desejar-te muita sorte na realização de todos os teus projetos. Da minha parte fica um até breve ansiosa pela sequela do “Não se brinca com coisas sérias”.

E porque tal como tu acredito que a nossa sorte somos nós que a fazemos gostava de acabar com um dos teus pensamentos incluídos no livro apesar de ter a certeza que no teu caso será sempre com casa cheia.  “Nos casinos da Rússia a mesa da roleta está sempre vazia” 



[Cinemania] Bad Santa 2 - Um Pai Natal para Esquecer [Crítica de Cinema]


Texto: Madalena Condado

Foto: Direitos Reservados


“Bad Santa 2” em português “Um Pai Natal para Esquecer” continua a assustadora história de Willie Soake iniciada 13 anos antes. Billy Bob Thornton consegue mais uma vez personificar o anti-herói criminoso e bêbado sempre mais activo nesta quadra festiva na sua personagem de Pai Natal.

O filme conta uma vez mais um elenco de luxo, Tony Cox o seu habitual colega do crime bem como Brett Kelly, que no primeiro filme tinha somente 10 anos de idade. A eles junta-se um leque de excelentes actores como é o caso da actriz Kathy Bates cuja personagem fica, porém muito aquém das suas capacidades de interpretação. 
A realização deste segundo filme também muda ficando desta feita a cargo de Mark Waters. 
Neste filme continuamos a ser presenteados com um humor negro muito bem trabalhado, apesar de resvalar muitas vezes no exagero. Acaba por ser um filme não para toda nem para todas as famílias, apesar de bem conseguido. 

Nota de redacção: A Nova Gazeta agradece à NOS - Audiovisuais as facilidades concedidas no visionamento prévio deste filme.

[Cultura - Crítica Literária] "Morre, Alex Cross", de James Patterson [ Topseller]


Texto: Isabel de Almeida

em colaboração com o blog parceiro Os Livros Nossos

Foto Capa: Direitos Reservados


Crítica Literária |  Classificação ****

Morre, Alex Cross, de James Patterson, traz-nos mais um ritmado romance policial do prestigiado autor Norte-Americano da série do já conhecido detective da Polícia Metropolitana de Washington, com todos os ingredientes que encontramos num bom filme de acção.

Alex Cross vê-se envolvido na investigação do desaparecimento dos filhos do Presidente dos Estados Unidos - Zoe e Ethan Coyle enquanto a capital se vê sob a ameaça de uma misteriosa organização terrorista do Médio Oriente, enquanto as diversas forças de investigação unem esforços e ultrapassam rivalidades para tentar vencer os fortes desafios que se lhes colocam.

O protagonista, Alex Cross, mostra-se envolvido na sua paixão pela investigação policial, enquanto acompanha a elevada tensão das agências de investigação, sendo comum a todos os agentes policiais o medo de chegar demasiado tarde perto dos filhos do Presidente dos Estados Unidos.

Simultaneamente, assistimos à entrada em solo Americano do Casal Saudita Al Dossari, operacionais de uma perigosa organização extremista do Médio Oriente cujo objetivo é tirar vidas e lançar sobre Washington um manto de terror e medo extensível a toda a população local, ainda que, para atingir tais metas, tenham de perder as próprias vidas.

Somos novamente transportados para os corredores do poder, ao mais alto nível político, confrontados com a ameaça terrorista que paira sobre os Estados Unidos e tudo o que este pais representa no panorama político e económico global.

Heróis e Vilões desfilam perante os olhos dos leitores com personalidades bem vincadas, revelando inteligência, determinação e empenho nas respectivas causas.

Depois, como que para atenuar a elevada tensão da trama narrativa, voltamos a encontrar o núcleo familiar de Alex Cross, sendo impossível evitar um sorriso carinhoso com as tiradas e ensinamentos sábios da avó Regina (Nana). É fácil empatizar com a união do clã Cross.

Acção, perigo, uma verdadeira corrida contra o tempo, a conciliação possível entre as exigências da vida profissional e pessoal, no ritmo rápido e envolvente a que o autor já, há muito, vem habituando os seus leitores. Entretenimento ao mais alto nível, ideal para quem já é fã, ou para leitores que queiram descobrir Patterson no seu registo muito pessoal e costumeiro, que não desaponta.


Ficha Técnica:

Título: Morre, Alex Cross

Autor: James Patterson

Edição: Outubro de 2016

Editora: Topseller / Grupo 20|20

Nº de Páginas: 352

Género: Policial


Saiba mais detalhes sobre esta e outras obras no site da Topseller, clicando AQUI


Nota de redacção: O exemplar da obra foi gentilmente cedido pelo editor para artigo de crítica literária.


quarta-feira, 23 de novembro de 2016

[Cinemania] Blood Father - O Protector [Crítica de Cinema]

Texto: Madalena Condado

Foto: IMDB - Direitos Reservados

Estreia dia 24 de Novembro de 2016

Blood Father – O Protetcor é para os seguidores de Mel Gibson um regresso cheio de acção e emoções fortes muito ao seu género e ao que já nos tinha habituado no passado.

Gibson representa um motoqueiro criminoso, ex-presidiário em recuperação de todos os seus vícios, marcado pela ausência da sua filha desaparecida na adolescência.

Esta por sua vez vê-se envolvida com o chefe de um cartel de droga acabando por ser envolvida na sua rede de mortes e roubo que irão conduzir à sua eventual fuga. Para conseguir sobreviver sabe que terá que colocar a sua vida nas mãos da única pessoa capaz de a proteger, o seu pai.

Este filme mostra-nos ainda o verdadeiro sentimento do amor paterno onde não existem limites e o mais importante é garantir a segurança da filha. 
Mel Gibson mostra-nos que continua a ser fantástico em qualquer papel. Aqui mais uma vez nos deixa baralhados entre a sua genialidade e a sua loucura. 

Não nos podemos esquecer do realizador deste filme Jean-François Richet que já nos tinha presenteado no passado com fantásticos filmes de acção tais como “Assalto à 13ª Esquadra” e “Inimigo Público nº1”. E que ao pegar em Gibson e deixá-lo dirigir-se praticamente a ele mesmo consegue tirar o melhor que este tem para dar.


Nota de redacção: A Nova Gazeta agradece à NOS - Audiovisuais as facilidades concedidas no visionamento prévio deste filme.

[Actualidade] Autor Brandon Sanderson esteve em Portugal



Texto e Fotos: Madalena Condado, com Jornal Nova Gazeta & Diário do Distrito | Direitos Reservados


Brandon Sanderson é um escritor americano de fantasia. Um homem com cara de miúdo e uma escrita que nos consegue transportar para outros mundos onde tudo é possível. E consegue faze-lo com aquela facilidade com que só os grandes escritores sabem. 

Foi isso que no passado dia 07 de novembro na FNAC do Colombo tanto eu como todos aqueles que ali se encontravam, e eram muitos, tivemos o privilégio de lhe transmitir ao ouvi-lo falar sobre o seu trabalho e planos futuros.

Entrou acompanhado do seu editor numa sala completa com os seus leitores e alguns curiosos, mas foi somente quando levantou o braço para saudar os presentes que o público lhe respondeu com uma salva de palmas ensurdecedora.



Deu-nos a oportunidade de o ficarmos a conhecer um pouco melhor nesta sua curta passagem pelo nosso país, sabemos que se considera um “nerd”, que ficou viciado na leitura quando uma sua professora lhe deu um livro de fantasia para ler, livro esse que conserva até hoje em local de destaque. Faz muita pesquisa para todos os seus livros e que antes de os enviar para publicação os dá a ler em entendidos nas diversas matérias que estes abordem, tendo sempre em conta as suas opiniões. 

Utiliza um bloco de notas onde coloca os nomes de todos os seus personagens na medida em que estes já ultrapassam os 2000. Escreve vários livros ao mesmo tempo. Ocupa o tempo em que autografa os livros que a sua editora inglesa lhe envia para ir ouvindo livros áudio. Ficámos ainda a saber que a ideia para escrever Steal Heart lhe surgiu quando se deslocava para uma sessão de autógrafos, no preciso momento em que um carro parou à sua frente impedindo a sua passagem e passo a citar o que disse na altura: “People in front of me you’re very luck I don’t have superpowers” (tu aí à minha frente tens muita sorte que eu não tenha superpoderes).

Recebe frequentemente ameaças de morte quando destrói uma personagem. Garantiu-nos, contudo, que durante o dia que passou em território nacional escreveu algumas páginas do próximo livro. E sabendo como Portugal pode ser inspirador acredito que em breve nos possa surpreender com um livro ou pelo menos algumas páginas cuja acção se desenrole por aqui.

Em hora de despedida julgo que é merecido um agradecimento especial à sua editora portuguesa a Saída de Emergência, por apostar forte na divulgação dos seus escritores e da literatura em geral.



Convido-vos a visitarem a página de Brandon Sanderson bem como a da Saída de Emergência para que possam ficar a conhecê-lo melhor e desafio-vos a adquirirem um dos seus livros e começarem desde hoje a lê-lo, acredito que vos surpreenderá.

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

[Cinemania] "O Herói de Hacksaw Ridge" [Crítica de Cinema]


Texto: Madalena Condado

Foto: Nós Audiovisuais - Direitos Reservados


Pelas magistrais mãos de Mel Gibson chega-nos mais um filme onde se juntam todos os ingredientes necessário para vir a ser um êxito de bilheteiras, ou não contasse ele com nomes como Hugo Weaving, Rachel Griffiths, Vince Vaughn, Richard Roxburgh, Andrew Garfield entre tantos outros. 

Hacksaw Ridge ao contrário de todos os filmes de guerra anteriormente produzidos tem a excepcional capacidade de nos mostrar um lado humano no meio de tanta destruição e morte. Tem tudo para poder ser considerado um filme antiguerra ou não fosse ele uma póstuma homenagem a Desmond Doss o primeiro militar Objector de Consciência a receber a Medalha de Honra pela coragem demonstrada em pleno campo de batalha.

Desmond Doss foi um verdadeiro herói de guerra americano que na batalha de Okinawa em que os soldados tinham que escalar a escarpa de Maeda renomeada pelos americanos de Hacksaw Ridge salvou sozinho 75 soldados feridos sem nunca pegar numa arma.

Este filme além de nos mostrar o legado de um verdadeiro pacifista, acaba por ser um tributo à sua própria fé, coragem e valor. E nada melhor para representar todos essas características de Desmond Doss do que a frase por ele utilizada para lhe dar força na árdua tarefa que teve ao salvar todos aqueles homens “Ajuda-me a salvar mais um”.

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

[Cultura-Divulgação] Brandon Sanderson em Lisboa no próximo dia 7 de Novembro [Grupo Saída de Emergência]

No próximo dia 7 de Novembro, o autor Brandon Sanderson estará em Lisboa.

O autor, um dos mais importantes nomes da escrita fantástica da actualidade, tem encontro marcado com os fãs no dia 7 de Novembro, pelas 19 horas e 30 minutos na Fnac Colombo.

Para assinalar esta ocasião tão especial para os fãs, a Saída de Emergência encontra-se a promover um passatempo muito especial no Facebook.

Não deixe de participar!

Clique  AQUI e participe no passatempo.